BOAS VINDAS

Este trabalho foi realizado pelos alunos do colégio JOHAS. Esperamos que gostem de nosso trabalho!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Agradecimento



Este trabalho foi realizado de modo fácil, gostoso, devido ao interesse que os alunos demonstraram em realizar as tarefas propostas. Nossa exposição foi show, graças a vocês que organizaram, trabalharam, trouxeram objetos....Obrigada!Professora Karine de Oliveira

PS: falta foto da 6ªA e da 7ªB

Fotos



Mostra




Nos dias 15 e 16 do mês de julho a E.E.B.João Hassmann promoveu uma mostra com o tema: Memórias, Lembranças e permanências. Os alunos das 6ª séries e 7ª séries aproveitaram o momento para expor os vários objetos antigos que havíamos utilizado nas produções de memórias. Também ajudaram as professoras Zelir e Kátia a fazer os pratos típicos das famílias do bairro Guarani. Seguem as fotos do evento.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Selecionado



Este foi o texto selecionado pela comissão, foram feitas algumas correções nos aspectos gramaticais e o texto escolhido é da aluna Ana Clara Schlindwein da 6ª Série C, agora irá participar da etapa municipal, feita pela secretaria de educação:

A Minha Lousa e a Caneta de Pedra

Na minha infância não existia televisão nem rádio, então tínhamos que inventar várias brincadeiras nas ruas do nosso bairro que eram ruas de barro e sem movimento. Nos juntavámos com algumas amiguinhas. Na época não podia brincar com meninos, eram separados_ brincávamos de roda, de casinha, mas a preferida era amarelinha.
Estudei no colégio Feliciano Pires que fica no centro da minha cidade, ia para escola de pé, era outro prédio diferente do que é hoje, fiquei lá até acabar o complementar_ assim era chamado, depois que acabávamos a quarta série fazíamos mais dois anos. A minha roupa de uniforme era saia plissada azul e camisa branca. A educação era rígida, e se não fizéssemos alguma atividade ganhávamos castigos. Lembro que nos tínhamos uma lousa_ um quadrinho de pedra que tinha um lápis também de pedra e vinha dois paninhos amarradinhos, tinha até uma moldura, ali fazíamos as continhas ou escrevíamos, na carteira tinha um potinho com água então nós molhávamos o paninho e apagávamos, só escrevíamos no caderno o que era “muito importante”, porque ele deveria durar o ano todo. Me lembro da professora do segundo ano primário, quando eu não fazia o dever ela me chamava lá em cima, onde tinha a mesa dela tinha um tipo de um palanque de madeira para ter melhor visão dos alunos, então ela cantava: “Lá em baixo toda coisa ajuda e aqui em cima toda coisa muda...” ela pedia quantas continhas eu tinha errado, pegava minha mão e dava os tapas de acordo com os erros.
Nas datas comemorativas ganhávamos uma boneca, tínhamos que brincar com ela por um tempo e depois devolver, então minha mãe tirava as roupinhas velhas, lavava e me dava de novo no natal, pois não tinha muitas opções de presentes, este seria ganho em várias datas, apenas com roupas diferentes que minha mãe fazia com muito carinho.
Quando completei dezoito anos conheci meu marido que era jogador, namoramos dois anos, somente conversando na frente dos nossos pais, lembro que ele vinha de bicicleta e as oito horas tinha que ir pois sem luz nas ruas ficaria difícil de ele voltar para casa, tinha vezes que meus pais deixavam nós darmos uma volta de bicicleta, então ele me levava no guidão, andávamos nesta rua do bairro. Hoje em dia é tão diferente! Tenho medo até de deixar minha neta sair de casa, muito movimento nas ruas e muita violência e até mesmo medo de que se envolva em más companhias, em drogas.
Construímos aqui mesmo uma casinha de madeira. Foi uma época sofrida bem distante das tecnologias e as várias máquinas que temos hoje, eu tinha que lavar a roupa no cocho_ tanque fora de casa, usávamos aqueles fornos a lenha grandes, ferros de pedra pesados, que bom que mudou muito essa realidade das mulheres!
Depois que tive o primeiro filho eu comecei a trabalhar, estava fazendo o normal que durava apenas dois anos. Comecei a dar aulas em 1954 no colégio que minha neta estuda, eram uma casa alugada, num chairel bem antigo, foi meu sogro que começou com ele depois compraram aquela sala que hoje fica a biblioteca da escola atual. Eram três turmas e duas professoras, eu era professora e diretora, trabalhava com duas turmas na mesma sala, primeiro e segundo ano. Eu dividia o quadro em duas partes, uma para cada ano, enquanto eu passava uma continha de mais para o primeiro ano somar com fósforos, ia ditando para o segundo uma frase. Assim como na minha época aqui também tinha castigo para quem não se comportava, todos tinham cadernos. O professor era visto como uma autoridade e tinha que ter muito respeito por ele. Lembro de quando chamei a mãe de um dos meus alunos que era indisciplinado, ela deu-lhe uma surra na frente dos outros alunos e falou para eu dar uns “cascudos”_ socos na cabeça dele se não mudasse. Eu castigava, mas nunca tomei outra atitude, gostava de meus alunos.
Outro fato que me marcou minha vida foi a enchente de 1984, que deixou as famílias aqui do bairro sem lar, já tinham mais casas nesta neste ano, meios de transporte como bicicleta, carro de mola, ônibus. Deu uma grande enxurrada e o rio subiu e minha casa ficou com água até a cunheira, fiquei separada de meus filhos, cada um foi para um canto... e longe de meu marido! Durou três dias e depois tinha todo aquela lama para nós limparmos. Reconstruímos tudo com muito esforço, tivemos outras enchentes como em 2008, mas nos preparamos para elas, mas igual a tragédia de 84 não houve outra...
Meu nome é Benta Helga Silva Montibeller, sou viúva, tenho 79 anos, nasci e vivi neste bairro e fui a primeira professora e diretora da escola que minha neta estuda, hoje chamado de Colégio João Hassmann, mas esta é outra história!


Boa Sorte, Ana Clara Schlindwein!

Exposição



Junto com a escola e demais professores faremos uma exposição dos diversos objetos antigos e fotos que os alunos trouxeram para as aulas, será nos dias 15 à noite e 16 o dia todo...

Fotos

fotos



Passeio



Aproveitamos o tema trabalhado nas aulas de português e o aniversário da cidade de Brusque para continuarmos com as memórias, agora não apenas do bairro, mas da cidade. Marcamos e fomos fazer uma visita à "Casa de Brusque", lá encontramos objetos antigos, fotos pertencentes a Carlos Araújo Brusque, que deu nome a nossa cidade, fotos antigas da cidade, das catastrofes naturais que o município sofreu, a história do JASC que será em setembro aqui na cidade.
Os alunos aproveitaram o momento, fizeram perguntas e aprenderam bastante.

Textos



Quando os alunos terminaram de digitalizar suas produções e fazerem as postagens no blog, ficaram com a tarefa de ler alguns textos dos colegas e fazer os comentários, enquanto a professora fazia a pré-seleção dos textos para comissão julgadora da escola escolher um por categoria e encaminhar à secretaria municipal de educação.
Os alunos selecionados pela professora foram:
Itala da 6ª série A com o texto: Não podia falar a língua de meus ascendentes.
Thalia da 7ª série A com o texto: O cortume brusquense.
Daiana da 6ª série B com o texto: Os anos de luta.
Ana Clara da 6ª série C com o texto: A lousa.
Camila da 7ª A com o texto: A carroça de leite.
Andressa da 7ª A com o texto: Mulher não precisa ter estudo.
Douglas da 7ª B com o texto: Minha vida naquela época.
Yuri da 7ª B com o texto: Minhas grandes recordações.
Camila da 7ª B com o texto: Vida que virou história.
Natali da 6ª A com o texto: São velhos tempos.
Darla da 7ª B com o texto: Vim à Brusque para trabalhar.
A equipe que fará a escolha levará em consideração o tema: O lugar onde vivo. Boa sorte aos selecionados pela professora e vamos esperar para saber qual é o selecionado para etapa municipal.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Beatriz


E.E.B. João Hassmann
Aluna: Beatriz Immianowsky
Série: 6ª série A
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Português

O Costume de Brusque
Eu, Elvira S. Petermann, tenho 83 anos, nasci em 1927, na cidade de Brusque, moro no bairro Rio Branco, um bairro bem movimentado, ao contrário de antigamente, que era um bairro tranquilo, com poucas casas, poucas lojas. Meu pai era um homem trabalhador, ele se chamava Francisco José e minha mãe se chamava Ana Voss, eram ascendentes alemães e também nasceram em Brusque.
Minha infância foi muito alegre, brincava, estudava e ajudava minha mãe nos afazeres domésticos. Naquela época não tinha brinquedos como hoje em dia, modernos, eu brincava de boneca... ela era de papelão, e se deixássemos na rua, ela se desmanchava toda! Eu também brincava de bola e adorava jogar Handebol, quilica. Com as minhas colegas, eu brincava de casinha, de lousinha, amarelinha, ovo choco, etc.
Eu entre na escola com sete anos, o nome da escola era Escola Rio Branco, ela era de madeira, tinha uma única sala, com mais ou menos 50 ou 60 alunos e uma professora, estudávamos todos juntos. Tinha Três séries, a 1ª, a 2ª e a 3ª, repeti o 1º ano, pois a professora não nos ensinava nada e a sala era uma bagunça, todos berrando, pulando como loucos! A 1ª professora se chamava Josefina Albano e a 2ª se chamava Odete Gonzaga. Quando eu era jovem, costumava ir com minhas primas, na “Domingueira” – uma tarde dançante no domingo, lá tocavam músicas sertanejas, onde os rapazes tiravam as moças para dançar.
Eu e meu marido já estudávamos juntos quando crianças, depois de alguns anos trabalhamos no curtume e foi lá que nos conhecemos aos poucos. Começamos a namorar em uma festa de igreja, e quando acabou a festa ele me acompanhou até à minha casa. Namoramos três anos e decidimos noivar e depois nos casar. O fato que mais marcou minha vida foi quando tomei minha 1ª comunhão, fiz uma festa em casa mesmo só para meus familiares. E também meu casamento, fiz uma grande festa em casa, para amigos, conhecidos, familiares.
Uma lembrança muito boa que tenho da minha vida é que quando fiz minha 1ª comunhão, a minha professora me deu de presente um Lindo colar de pérolas, pois eu era uma boa menina e boa aluna! Memória de Elvira S. Petermann, 83 anos, moradora do bairro Rio Branco, feita pela aluna Beatriz Immianowsky da 6ª série A da Escola de Educação Básica João Hassmann, do bairro Guarani em Brusque – SC.

Larissa


Escola de Educação Básica João Hassmann
Aluna: Larissa Vilamoski
Série: 6ª
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Português

O Guarani
Meu nome é Roberto Isaias Fischer e tenho 53 anos. Vou falar um pouco sobre minha história. Meu pai Antônio nasceu e morou no bairro Guarani até seus 50 anos, mais tarde foi para Perequê. Minha mãe Maria de Lurdes nasceu em Tijucas, e morou lá por um tempo, mais tarde veio para Brusque e Perequê. Meu pai era ascendente de alemães e minha mãe de Italiano –sendo assim minha ascendência é alemã e italiana.
Minha infância ao lado dos meu pais foi muito boa; eu estudava no São Luiz (até a 4ª série),e no Johas (de 5ª a 3ªº); me esbaldava em diversão jogando bola, tomando banho no rio e fazendo doutrina. “Oh vida felicíssima...” Conheci minha esposa no clube Guarani, em um dia que fui lá jogar bola. Moro no bairro Guarani, pois já nasci aqui.
Da minha família e da minha infância lembro de dois fatos. O primeiro é que quando eu era pequeno, eu estava correndo em cima das pedras, foi quando tropecei e bati com a cabeça nelas, e fiquei internado por uma semana. Outro foi uma ótima lembrança...Foi quando fui para Bahia e passei o ano novo lá com minha família. Foi muito divertido.
Memória de Roberto Isaias Fischer, 53 anos, morador do bairro Guarani, feita pela aluna Larissa Vilamoski da 6ª série A da Escola de Educação Básica João Hassmann do bairro Guarani em Brusque-SC.

Fischer

Escola de Educação Básica João Hassmann.
Nome: Maria Eduarda Fischer
Série: 6ª A
Professora: Karine
Disciplina: Português

Minha Vida
Eu, Roberto Isaias Fischer, tenho 53 anos, nasci em Brusque, ou seja, nasci aqui, por minha família morar aqui. Meu pai Antônio, também nasceu aqui, ele morou aqui até os 50 anos, e foi para Perequê, já minha mãe Maria de Lurdes, nasceu em Tijucas, morou em Brusque e depois for viver em Perequê com seu marido Antônio. Se conheceram aqui, viviam bem. Suas ascendências são de Italianos e Alemães.
Quando eu era pequeno, eu estudava, fazia doutrina, brincava na rua com meus irmãos e irmãs, tomava banho no rio, jogava bola, era muito divertido. Agora não existem muitas crianças que brincam disso, pois existe internet, e na minha época de pequeno, isso não existia. Já quando eu era jovem eu me divertia jogando futebol no campo do Guarani e do Carlos Renaux, onde conheci minha esposa.. Nossas roupas antigamente eram bem simples, se vestíamos de qualquer jeito, pois, se estivesse satisfeito já estava bom. Bem diferente de agora!
Eu estudei no Johas e São Luis, gostava muito de estudar, era difícil mas tirava notas boas. Um fato que marcou muito em minha vida, foi quando meu pais faleceram e quando eu era pequeno, estava correndo tropecei em algumas pedras e cai batendo a cabeça nelas, fiquei uma semana do hospital, fiquei bom e já podia voltar para casa. Há quatro anos atrás fui viajar para Bahia com minha esposa e minhas filhas. É um lugar lindo! Meu sonho, é ver neve em Bariloche com minha esposa, e minha filha mais nova, e vou realizar se Deus quiser, em 2011.
Memória de Roberto Isaias Fischer, 53 anos, morador do bairro Guarani, feito pela aluna Maria Eduarda Fischer, da 6ª série A da E.E.B João Hassmann, do bairro Guarani em Brusque-SC.

Danieli


Escola:E.E.Básica João Hassamann
nome: Danieli Alves
Professora: Karine de Oliveira


Histórias de minha vida.


Meu nome é Carmen Gohr Hochsprung,tenho 65 anos nasci na cidade de Brusque.Meus pais se chamam: Arthur Gohr e Valeria Hassmann,minha ascendência é alemã.
Eu me lembro que meus pais levantavam muito cedo para trabalhar na lavoura. Lembro que minha infância e dos meus irmãos era boa,mas muito sofrida pois trabalhávamos muito. Eu estudava na escola Rio Branco,só tinha uma sala de aula para 1ª e 2ª série,de manhã tinha no máximo 50 alunos e a tarde a 3ª série.
Hoje em dia eu fico admirada como a tecnologia aumentou,naquele tempo não existia computador, máquina digital e muito menos celular.
Quando jovem saia de casa para dançar nas tardes dançantes,conheci meu marido em uma tarde dessas.
Quando fiz 18 anos participei do centenário de Brusque, essa foi uma das melhores lembranças. Quando me casei aos 19 anos morrei em Joinville,fui tentar a vida lá deixei todos os meus familiares aqui em Brusque,depois de muito tempo vi que a vida tava difícil lá então vim morar no bairro Guarani, em 1983 e 1984 aconteceu a enchente que destruiu a cidade, naquela época o prefeito
Ainda era Ciro Marcial Rosa. Ele comunicou técnicos para que fizessem, estudos porque sabia que a sociedade queria uma solução, claro que esse é um dever de um prefeito, nada de mais apenas determinou o que fosse feito.
Memórias de Carmem Gohr Hochsprung, 65 anos moradora do bairro Guarani, feito pela aluna Daniele Alves da 6ª série A da escola E.E.Básica João Hassamann do bairro Guarani em Brusque SC.

Karolina

E. de E B João Hassmann
Aluna : Karolina Waltrudes Cesario
Série: 6ªA
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Língua Portuguesa

Minha vida e minhas memorias

Eu Gisela Riffel Cesario tenho 58 anos e nasci em Brusque, na maternidade Cônsul Carlos Renaux. Eu sou ascendente de pais são alemães, minha mãe é Waltrudes Riffel e meu pai é Ervim
Riffel. Minha mãe foi dona de casa e meu pai foi trabalhar numa fabrica de couro e mais tarde ele foi carteiro. Minha mãe teve 11 filhos. E eu brincava de casinha com minhas irmas e meus brinquedos foram: “ bonecas de pano, boi de inhame, e bonecos com espiga de milho” com 11 anos tive que trabalhar de babá para ajudar nas despesas, e hoje em dia pode até escolher o que quer hoje em dia crianças não podem trabalhar.
E eu estudava na escola João Hassmann, e tinha três salas e um gabinete onde hoje e biblioteca Monteiro Lobato. Conheci meu marido na casa de uma amiga. As maiores lembranças até hoje foram o nascimento de meus três filhos e meu neto e o fato que marcou minha vida foi a morte de meus irmãos e a minha mãe.
Mémoria de Gisala Riffel Cesario 58 anos, moradora do bairro Guarani, feita pela aluna Karolina Waltrudes Cesario da escola João Hassmann, situada no bairro Guarani em Brusque_SC.

Ariberto


Escola de Educação Básica João Hassmann
Aluno: Ariberto Pereira Neto
Série: 6ª Turma A Turno: Matutino
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Português


Lembranças de minha Vida

Eu sou Ariberto Pereira, e vou contar um pouco sobre minha vida sobre como era a minha infância, as memórias que tenho de minha vida e as empresas que já trabalhei, então vamos começar: Tenho 60 anos vou fazer 61 em 17 de julho, moro em Brusque(SC), sou filho de Ary Pereira e Onélia Pereira, ascendente de italianos. A história de meus pais é: minha mãe sempre foi do lar, era muito alegre mesmo com as dificuldades. O meu pai trabalhou em muitas empresas, a última delas o SAMAE.
A minha infancia foi muito alegre com muitas brincadeiras, até os 14 anos quando comecei a trabalhar. Eu estudei em muitas escolas, como Santa Terezinha, Feliciano Pires, Honorio Miranda e a FURB, escolas lindas por dentro e por fora.
Conheci minha esposa durante uma viagem e em 1966 resolvi vir morar neste bairro e nunca mais sair. No começo vim para cá para ajudar a implantar o sistema de água, gostei do local e fiquei.
O fato que marcou minha vida foi a carreira profissional, as lembranças que tenho de minha vida foram os jogos de futebol nos tempos de colégio.
Memória de Ariberto Pereira, 60 anos morador do bairro São Luiz, feita pelo aluno Ariberto Pereira Neto, morador do bairro Guarani, estudante da 6ª série A da E.E.B.João Hassmann, situada em Brusque_SC .

Felix


E.E.B João Hassmann
Nome:Yuri Lupas Felix
Série:6ª A
Disciplina:Português
Professora:Karine de Oliveira


O Curandeiro

Meu nome é Eliete Desidério Lupas, tenho 56 anos e nasci em Ilhéus-BA. Minha ascendência é mestiça ou indígena.
Quando eu era pequena, era muito pobre, uma vida muito triste; meus pais não tinham condições financeiras e eu já trabalhava na roça, às vezes, não tinha nem o que comer! Como eu trabalhava, eu estudei pouco, apenas até a 4ª série!
Meu pai participava de Candomblés, tipo uma ceita, minha mãe é mais religiosa e agora meu pai também é. Os antepassados do meu pai eram curandeiros.
O fato que marcou minha vida foi a morte rápida e de repente do meu filho, que teve infecção intestinal e minha boa lembrança é quando eu ia à igreja, mas não vou mais porque não tenho mais tempo...
Eu vim para Brusque de ônibus, através de minhas filhas, que já moravam aqui. Vim passear, gostei e fiquei.
Lá Bahia, onde nasci, tem comidas fortes como Acarajé, vatapá, baião de dois, feijoada, jabá, etc. Todos com muita pimenta e sal, enquanto aqui em SC as comidas são mais tipos de massas, bem diferente da Bahia...
Na Bahia é bem movimentada e agitado, já aqui é mais calmo. As casas são separadas e grandes, lá as casas além de pequenas eram grudadas umas as outras, também tem os costumes e a cultura que é muito diferente.
Quando criança eu trabalhava e não tinha tempo para brincar, pois tinha que ajudar no sustento da minha família, hoje as crianças não precisam se preocupar pois tem de tudo.
Memória de Eliete Lupas, 56 anos, moradora do bairro Zantão, feita pelo aluno Yuri Felix da 6ª série A da E.E.B.João Hassmann, situada no bairro Guarani em Brusque_SC.

Thaís

Escola de Educação Básica João Hassmann
Nome:Thais Natalia Muller
Professora:Karine de Oliveira
Disciplina de Português
Série 6ªA

A história de minha vida
Eu, Maria Darci Lopes, 65 anos, nasci em Itajaí, em 44. Minha mãe Otilia Benta da Silva, que eu nem conheci direito, morreu ceguinha com 92 anos, meu pai Adelino João da Silva também não
Conheci direito, morreu soterrado com 41 anos. Minha mãe cansada de viver aquela vida sem conseguir-se sustentar me adotou aos 6 anos, naquele tempo meu pai trabalhava como pedreiro e minha mãe dona de casa. Quando um casal me adotou pensei que iria ser feliz, mas não sempre trabalhei lavando louça, roupa, fazendo comida, trabalhando na roça, nunca fui a escola meu irmão me ensinou a ler e a escrever.
Quando fiquei mais velha nunca pode sair, naquela época nunca tive nem uma amiga, também sofria um pouco de preconceito, pois sou negra, mas a verdade era minha mãe que não deixava eu sair pois tinha que ficar em casa trabalhando.
Quando conheci um jovem vi ele tocando música em uma festa, então nós conhecemos mais tarde me casei, tive filhos e isso foi a coisa mais boa que tive na minha vida, mas depois eles foram embora meu casamento não foi nada bom logo me separei. Hoje trabalho cuidando de uma idosa de 82 anos.
Memória de Maria Darci Lopes, 65 anos, moradora do bairro Guarani feita pela aluna Thais Natalia Muller da 6ª A da Escola de Educação Básica João Hassmann, do bairro Guarani em Brusque-SC.

Natali


E.E.B João Hassmann
Nome: Natali Aparecida Albino de Mello.
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Língua Portuguesa


São velhos Tempos
Meu nome é Carmen Gohr Hochsprung, tenho 65 anos, nasci na cidade de Brusque. E a minha ascendência é alemã, lembro que meus pais trabalhavam na lavoura, eles saiam para a roça ao por do sol e voltavam quando as estrelas estavam aparecendo no céu escuro.
Quando comecei a frequentar a escolinha minha mãe me colocou na escola Rio Branco, eram muitos alunos e poucas salas de aula, na verdade só tinha 1 sala de aula para 1º, 2º e 3º anos, no período da manhã, eram no máximo 50 alunos, todos juntos, na mesma sala de aula, numa casinha de madeira, não era grande, o quadro era dividido em três partes um para cada turma _ hoje é cada turma em sua sala, a escola é de material, tem secretaria, ginásio, refeitório e as crianças não tem interesse em estudar, na minha época mesmo nestas condições, nós gostávamos de ir a escola e aprender.
Quando fiquei jovem eu me divertia em “tardes dançantes”- eram nos domingos ou nos sábados eu e um monte de pessoas costumávamos dançar e foi numa tardes dessas que conheci meu ex –marido, com quem tive meus filhos. O dia do nosso casamento foi muito especial para nós assim como o nascimento de nossos filhos.
Lembro também que minha infância e dos meus irmãos foi muito boa, mas também muito ruim – boa porque nos brincávamos de esconde –esconde nos milharais e de pega-pega, nadar nos rios e cachoeirinhas, e nas plantações de arroz e ruim porque começávamos a trabalhar com 12 anos, trabalhávamos duro, serviço bem pesado, carregávamos sacos de batatas, arroz aipim.
Memória de Carmem Gohr Hochsprung, 65 anos, moradora do bairro Guarani, feita pela aluna Natali Aparecida Albino de Mello da 6ª série da E.E.B.João Hassmann, situada no bairro Guarani em Brusque_SC.

Itala

Escola de Educação Básica João Hassmann
Brusque, 10 de junho de 2010
Aluna: Itala Iamni Kohler
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Português
Série: 6 série A

Não Podia falar a Língua de Meus Ascendentes

Eu, Érica Hoefelmann Pühler tenho 75 anos e nasci no dia 20/04/1935, moro no município de “Brusque”, no bairro “Rio Branco”, naquela época o bairro Rio Branco tinha poucas casas, com pouco habitantes, já hoje tem várias casas e com muitos habitantes que vem até de outros estados. Desde criança eu moro em Brusque... O meu pai é o Senhor Guilherme Alberto Frederico Hoefelmann e a minha mãe Dona Othilia Henrieta Petermann Hoefelmann “ambos já falecidos”. Eu, sou ascendente de “Alemães”.
A minha infância foi com muitas brincadeiras como por exemplo brincar de correr no pasto, pega-pega, esconde-esconde, subir em pés de árvores, e eu gostava muito de brincar de bonecas de pano que fazia em casa, hoje em dia tem vários brinquedos para as crianças escolherem, brincar e se divertirem.
Quando eu era jovem costumava me divertir nas domingueiras_ domingos a tarde onde as pessoas se reuniam ao som de uma boa música_ também íamos nos bailes, que era aos sábados a noite. Eu estudava na Escola do Rio Branco. Essa escola era uma casinha de madeira com bancos. Para beber água deveria pegar do vizinho ou beber ou beber água dos ribeirões ao lado da escola. E de lanche levava pão. Hoje em dia a escola é melhor, com mais utilidades, tem professores para todas as matérias, e hoje já tem bebedouros na escola não precisa ir pegar no vizinho nem beber água do ribeirão.
Eu trabalhei na malharia “Schöosser” e na “Colcci”, para eu ir trabalhar ia de “pé”. O fato que marcou muito a minha vida foi a “2ª guerra mundial”. Naquela época eu tinha 5 anos de idade. Quando houve a 2ª guerra mundial, a noite não podia ter nada acesso. Nós não podíamos falar nenhuma outra língua, pois se os soldados descobrissem eles prendiam essas pessoas e judiavam, um desses castigos era fazer eles tomarem “óleo queimado” !
Eu conheci meu marido,que hoje já falecido,em 1964 na firma “Schoosser” e um ano depois nós nos casamos. As lembranças que eu tenho da minha vida é da comunhão, do casamento,das domingueiras, dos bailes e muitas outras coisas que fazem parte de minha vida.
Memória de Érica Hoefelmann Pühler, 75 anos, moradora do bairro Rio Branco, feita pela aluna Itala Iamni Kohler da 6ª série A da E.E.B João Hassmann, do bairro Guarani em Brusque-SC

Alexsandro


Escola de Educação Básica João Hassmann
Aluno: Alexsandro Jordão
Série:6ª A
Professora: Karine de Oliveira
Disciplina: Português


MINHA VIDA
Meu nome é Maria Helena Kohler, tenho 70 anos, nasci em Brusque na rua São pedro.
Minha ascendência é de alemã por parte de pais, meu pai tinha muitos amigos e também cantava músicas toda noite.
Minha mãe teve 12 filhos, era muito trabalhadeira deu a todos os filhos muita educação. No meu tempo não tinha muitos amigos porque trabalhava na roça para ajudar meus pais, eu brincava com uma bonequinha de pano e um carretel de linha_ hoje existe bonecas de plásticos de várias marcas.
Estudava na escola Alsácia Baixa Surgina da Luz, era muito estudiosa só não gostava de geografia. Me divertia em casa ou em danceterias que na época chamavamos de gafieira... mas foi numa destas festas que conheci meu marido, num baile de natal.
Escolhi este bairro porque meu marido já morava ali com seus pais e naquele tempo cada filho já tinha suas terras divididas pelos pais. O fato que marcou foi sempre trabalhar muito para sustentar meus filhos, com 42 anos fiquei viúva e tive dois filhos pequenos para sustentar.
Minha lembrança é de ser uma mulher muito feliz para que meus filhos fossem saudáveis.
Memória de Maria Helena Kohler, 70 anos, moradora do bairro Rio Branco, feita pelo aluno Alexsandro Jordão da 6ª série A da E.E.B.João Hassmann, situada no bairro Guarani em Brusque_SC.